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O manifesto abaixo está sendo assinado nos mais diversos ambientes de BH. Pedimos aos nossos leitores para divulgá-lo recolhendo as assinaturas a serem enviadas, até amanhã, 6ª. Feira ao e-mail: massote@massote.pro.br até amanhã, 6ª. Feira, dia24.10.08. Elas serão entregues ao Comitê de Leonardo Quintão. Não se deixe intimidar, vamos defender a democracia!
VOTAR EM LEONARDO QUINTÃO:
ISSO DÁ PARA FAZER
Nós, abaixo-assinados, vimos expressar nosso repúdio aos rumos da campanha eleitoral em BH. Nunca nossa cidade sofreu como agora a imposição de uma candidatura por meio de uma conjugação espúria de poderosos interesses políticos e econômicos que quer passar por cima de tudo e de todos. Sabemos que por detrás desse rolo compressor está em jogo a eleição presidencial de 2010. Para a “Aliança” e seu candidato o que menos importa é o destino de Belo Horizonte. Por isso o debate de idéias, programas e ações para a prefeitura foi substituído pela intimidação e por ameaças.
A administração pública estadual e municipal é abertamente manipulada em favor do candidato Márcio Lacerda, ameaçando servidores e a própria população. Na Internet, grandes empresas colocam suas forças abertamente a favor deste mesmo candidato, invadindo as caixas postais de quem quer que seja com materiais difamatórios a respeito de Leonardo Quintão. Meios de comunicação tradicionais, sob constante vigilância oficial, passaram a ser usados para divulgar inverdades, pesquisas manipuladas e análises compradas pelo Palácio da Liberdade.
A chamada “Aliança” utiliza-se também de interpelações judiciais contra analistas que não se deixam intimidar e que procuram divulgar fatos concretos sobre o candidato Márcio Lacerda, como sua notória ligação com o escândalo do mensalão.
Os principais patrocinadores de sua campanha – a velha e a nova oligarquia mineira, hoje centradas em torno de Aécio Neves – usam igualmente do poderio econômico e de todo tipo de recursos no sentido de tentar cooptar pessoas e fazê-las manifestar apoio ao candidato oficial.
É contra esse clima de manipulação, intimidação e terror que estamos reagindo. Belo Horizonte não merece esta verdadeira guerra desencadeada por autoridades constituídas que deveriam se ater ao interesse público e garantir um pleito democrático e tranqüilo. E é por isso que nos unimos em torno da candidatura de Leonardo Quintão e pedimos que você se junte a nós. Queremos mais para nossa cidade!
Marcos Tito – ex-deputado federal
Luiz Marcos Gomes – jornalista, ex-vice-presidente da Une e ex-preso político
Fernando Massote, cientista político, ex-preso político e exilado
Cecilia Magalhães, militante do movimento feminista
Luiz Bernardes, jornalista, economista, servidor público e ex-preso político
Alexandre Silva Costa – Presidente do GRES Cidade Jardim
Yé Borges – músico compositor
Nádia Lebedev – estudante
Marli Picorelli – funcionária pública
Eduardo José Baldi – poeta
Carmen Dulce Vieira – profa. UFMG
Wagner Grillo – publicitário
Rosane Garro – secretária
Alexandre Vivacqua – filósofo
Lorenzo vivacqua – estudante Fac. de Direito UFMG
Fernanda Vieira Massote – advogada
Aloisi Massote – aposentado,
Marcelo Massote – repr. comercial
Tiago Miranda, secr. de Comunicação da Juventude Petista BH
Mauricio Libânio – sociólogo
Ailton Massote Carvalho, médico
Jonas Rodrigues Froes, líder sindical trabalhadores UFMG
Maria Inez Salgado, profa. universitária (ex-fae/Ufmg, doutorado educ. Pucminas)
Renata Ferreira Moreira, jornalista, empregada da BH-TRANS
Valdisnei Silva, sindicalista
Roberto Coelho, fiscal BH-Trans
Renata Lair Vianna Magalhães, funcionária da UFMG
Guilherme Fatima de Faria, servidor da UFMG, ex-presidente DCE Pucmg, ex-coordenador geral do Sindifes-BH, ex-Conselheiro da UFMG, ex-membro do Comité Central do PCB
José de Souza Castro, jornalista
Tania Dussin, profa. do Depto. de Geologia da UFMG
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Tem sido muito comum neste 2° turno recebermos textos preconceituosos, amedrontando, principalmente os petistas, sobre o perigo representado por uma vitória de Leonardo Quintão nas eleições. Lembra-nos muito a Regina Duarte, como porta-voz da elite brasileira, destilando todo o seu preconceito contra o operário Lula, que seria despreparado para a Presidência da República e que levaria o País ao caos. Naquela época, a esperança venceu o medo.
Hoje, qualquer semelhança com o passado, não é mera coincidência. Prestenção petista:
1-quando nos posicionamos contra a Aliança, não foi somente por seu caráter autoritário e personalistas, que alijou a militância petista e partidos aliados. Foi principalmente por seu conteúdo político, que retirava do PT o protagonismo e entregava toda a iniciativa política para os tucanos. Abriram mão de uma aliança no campo democrático e popular para aliarem-se com nosso principal adversário, tudo isso passando por cima das deliberações nacionais. Não é por acaso que nenhuma liderança nacional do PT esteve em BH para fazer campanha para Lacerda. O presidente Berzoini já declarou que espera passar o 2° turno para discutir a transgressão capitaneada por Pimentel e pelo Diretório Municipal do PT/BH. Também disse, juntamente com Tarso Genro, que com qualquer resultado o PT sai derrotado em BH. O reflexo já pode ser visto nas eleições proporcionais: além da queda de 9 para 6 vereadores, da bancada eleita, a maioria não tem história de militância partidária e porque não dizer sequer afinidade político-ideológica;
2- a campanha da Aliança foi e continua sendo hegemonizada pelos tucanos. Todas as propostas apresentadas, especialmente as que demandam investimentos mais altos, tem a participação da iniciativa privada. A modernidade que tanto apregoam contra o “atraso” do populismo, nada mais é do que a velha e surrada cartilha neoliberal do Estado-mínimo. Enquanto a atividade é lucrativa o próprio mercado regula; quando desanda, saem correndo atrás do socorro do Estado, como ocorre hoje com os bancos pelo mundo afora. PPPs, choque de gestão e outras pérolas tão caras aos neoliberais, continuam dando a tônica da campanha lacerdista. O “atrasado” Quintão ao contrário, sempre reafirma a primazia de investimentos estatais;
3- de um lado estão Lacerda, PT do Pimentel, PSDB, PPS e agora DEM; do outro, o PMDB, parte expressiva do PT, PCdoB, PDT. O movimento sindical enxergou o retrocesso que representa colocar um neoliberal na prefeitura, a censura aos meios de comunicação, a privatização do estado, a precarização dos serviços públicos, e por isso, se posicionou de forma clara contra esse projeto. Mais de 300 sindicalistas reunidos na última plenária da CUT aprovaram, por
unanimidade, a oposição a Márcio Lacerda em BH. Além dos sindicalistas, a
Aliança foi repudiada também no 1º Congresso da Juventude Petista de
Minas Gerais;
4- tentam vincular a candidatura de Quintão com o “vilão” Newton Cardoso, mas o apoio dele em Contagem é bem vindo à candidatura petista de Marília Campos. Eles se preocupam tanto com o PT que não temem atrapalhar a eleição petista na principal cidade em que disputamos o 2° turno em Minas. O projeto pessoal de Pimentel é mais importante que o Partido. Aliás, é bom ressaltar que o PMDB apóia o PT em Contagem e Juiz de Fora contra os candidatos tucanos, seus aliados em BH;
5- vários programas implantados por Patrus e Célio vem sendo desmantelados ou deixando de ter um tratamento universal para ter um tratamento mais focalizado (outra contribuição do neoliberalismo). Quintão assumiu o compromisso com os 15 pontos programáticos apresentados por nós, dentre eles o aumento dos recursos do OP (incluindo a volta do OP Habitação, que acabou na gestão de Pimentel), criação do Portal da Transparência, defesa do projeto democrático e popular e do Governo Lula (Lacerda poderá faze-lo desagradando seu tutor Aécio?), continuidade e fortalecimento dos programas sociais, dentre outros;
6- atacam o Leonardo pelos erros do pai, como se política fosse problema de genética. Genética, em especial a ariana, parece ser a praia do Lacerda, que considera o criminoso como um problema de genética (Hitler deve estar dando pulos de alegria no seu túmulo) e ameaça pisar no pescoço dos adversários. Falam das más companhias do Quintão e “esquecem” que na Aliança estão Duda Mendonça, Eduardo Guedes, Eduardo Azeredo, Aécio Neves, dentre outros notórios mensaleiros, entre eles vários petistas envolvidos no tucanoduto mineiro de 98;
7- falam que a vitória do Quintão fortaleceria a candidatura de Hélio Costa para o Governo de Minas. Hélio Costa, já há muito tempo, vem sinalizando com um acordo com o PT para 2010, onde ele toparia ser vice do Patrus, candidato ao Senado e Patrus ao Governo, ou mesmo com um deles compondo a chapa nacional. Já a vitória de Lacerda fortaleceria a candidatura presidencial de Aécio e a consolidação do PT como um balcão de negócios.
8- Em 94, vários petistas apoiaram o “moderno” Azeredo contra o “populista” Hélio Costa. Deu no que deu: Azeredo na oposição ao Governo Lula e Hélio como nosso aliado. Vamos repetir o mesmo erro? Prestenção, petista!
MOVIMENTO COERÊNCIA PETISTA
