PT Indignado


Márcio Intimida Prof. Massote
outubro 22, 2008, 11:17 pm
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Segundo seu site (www.massote.prof.br), o professor Fernando Massote está sendo processado e intimidado pelo candidato dito socialista Márcio Lacerda. Leia seu comunicado aos internautas:

Informo que estou respondendo a interpelação judicial interposta pelo Sr. Marcio Lacerda. O candidato a prefeitura de BH me intima a confirmar conteúdos publicados no meu blog www.massote.pro.br e me ameaça de processo por difamação, calúnia e injuria. Sendo assim, confirmo a autoria de todos os textos definitivos que foram postados e permaneceram no meu blog, da data em que foram publicados até hoje. Estes textos são muito conhecidos pela alta freqüência de visitantes à minha publicação eletrônica. A difusão do meu blog, como todos sabem, é uma conseqüência entre outros fatores, da grande crise da imprensa em Minas Gerais, causada também pela censura de que é vitima e que tem sido amplamente denunciada.


É justamente por esta alta freqüência que o Sr. Marcio Lacerda está alarmado e patrocina contra mim esta interpelação judicial. Respondo-lhe que nenhum tipo de ameaça conseguirá me intimidar. Faço isso com a maior serenidade e apoiado na  energia cívica que vem do berço paterno e materno, tendo desenvolvido, se ampliado e se consolidado nas lutas de que participei nos últimos decênios. Não tendo interesses pessoais a defender nas disputas públicas de que participo, estarei protegido pela pertinência de minhas reflexões, baseado em fatos de ampla circulação na imprensa falada, escrita, televisiva e eletrônica.
O meu blog foi concebido como um instrumento de participação e insubordinação democratica, em  contradição com o sombrio cenário político e cultural de Minas Gerais nos últimos anos. Em concordância com o fato  de  o  direito ao contraditório ser um dos princípios norteadores da vida democrática, estamos abertos para acolher quaisquer manifestações que se pautem pelo respeito aos direitos das pessoas, inclusive as do Sr. Márcio Lacerda.
Quero, aliás, cumprimentar o candidato à Prefeitura de BH pela contribuição que dá ao desenvolvimento cívico-político da nossa população com mais este ato de arrogância, truculência e ameaça à livre expressão do pensamento.

Fernando Massote.



Resposta aos apoiadores de Lacerda
outubro 22, 2008, 10:46 pm
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Os vereadores do PT Arnaldo Godoy e  Carlão, que até o primeiro turno indicavam não estar satisfeitos com a aliança maldita de BH, resolveram tomar posição. Lançaram carta de apoio ao canidato Pimentécio Márcio Lacerda (leia aqui a carta no blog do vereador Carlão). O militante petista Illyushin Zaak deu à Carlão reposta em carta aberta que explicita muito bem a posição daqules que resistem a Aliança. Parabéns Illyushin. Segue o documento completo

Carta aberta ao Vereador Carlão

Caro Carlão,

Crise, no dizer de Gramsci, é quando o velho morreu, e o novo não consegue nascer.

Esse “modelo” de prefeitura, como muitos comentários aqui no seu Blog e meia Belo Horizonte demonstram, já não apresenta mais quaisquer garantias, as mais tênues, de vinculação com a democracia que seria necessária pra gerir o nosso projeto como “nosso projeto”.

Não faz sentido apontar aos companheiros que o caminho é defendê-lo. Sua atitude apenas compromete ainda e, infelizmente um pouco mais, a sua credibilidade junto a um elogiavalmente fiel público, fora e dentro do PT em Belo Horizonte e até em Minas.

Já não há mais defesa possível, porque não existe nenhuma garantia de mudança no processo crescente de burocratização e de stalinização do poder dentro da PBH, e você sabe disso.

Manter essas “políticas” (seja lá o que isso signifique, porque não faz o menor sentido mantê-las condicionadas com a tratoração geral do Roberto, Neuzinha, Miguel, Virgílio e companhia) soa como mais uma garantia “tecnocrática” sua, sem diferença das promessas da direita, porque de que vale afinal votar nessa chapa “acreditando” nessa sua “promessa” ou “garantia” de que essas últimas coisas boas da prefeitura vão continuar, se nós (cidadãos e partidários) não teremos mais – como já tivemos há 10 ou 15 anos – todos os instrumentos democráticos pra criticar e interferir no processo?

Não concordo com essas suas palavras, como não concordo com a decisão coletiva de nossas lideranças – você, andré, etc, de terem entrado naquele Chapão junto com os “caras” em julho do ano passado pra eleger os delegados do 3o Congresso. Como não concordo com o apoio consciente de vocês pro Aloísio Marques no último PED. Mera covardia e assunção de impotência frente à competição sacana dos caras no campo interno – e não podemos culpá-los por agir da maneira como eles agem: temos que culpar a nós mesmos por termos nos esquecido da disputa interna, como se fôssemos “bons demais” pra enfrentá-la ou participar dela, velhas virgens inocentadas pela própria pureza.

Como jamais concordei com a sua postura naquela maldita noite no hotel financial em que você desistiu de ser candidato a vice do Dr. Célio “abrindo as pernas” pra esse Laranja corrupto.

Falo com legitimidade total, cristalina e irrepreensível, porque sempre fui um de seus maiores apoiadores, mais leal, mais sincero, e mais consciente. Esse apoio não tinha nada de subjetivo, nada de emocional. Não derivava da sua aparência física, ou trejeitos, ou sotaque, nenhuma subjetividade estúpida. Era devido somente à sua atuação e sua presença retas e magnânimas à frente da nossa corrente Articulação Unidade na Luta e como dirigente partidário, derivando dali a minha confiança – da sua atuação efetiva na prática – sendo eu na época um dirigente estudantil.

A diferença é que naquela época eu não concordava com a sua postura e também não a entendia. Era pra mim difícil, aos 25 anos, compreender porque não devíamos disputar com máfia crescente da PBH em nosso próprio chão. E a história mostrou que não disputar com os “caras” naquele começo do ano 2000 não lhe serviu de nada, não alterou o comportamento mafioso, stalinista, burocratizante, desse grupo que como um câncer frio, inteligente e eficientemente toma conta de tudo. Não serviu ao PT, não serviu aos filiados, não serviu ao povo de Belo horizonte.

O principal, hoje continua claro não só pra mim, é que uma disputa sua pela vaga, ainda que derrotada (seria com uma margem pequena, ao contrário da acachapante derrota simbólica pra presidente da câmara que esse “cara” te impôs) teria trazido toda uma nova dinâmica ao processo de interlocução desses últimos mandatos da PBH em relação ao Partido, posto que explicitaria a ausência total de “consenso” a respeito do projeto encabeçado por Roberto, Virgílio, Neuzinha e Pimentel, consenso esse que não existia na base – o partido estava divido meio a meio – e que de fato nunca jamais existiu, mas que devido à sua desistência, junto a outros fatos menores como a postura SEMPRE DÚBIA do Nilmário, “pareceu existir”.

Hoje entendo perfeitamente a necessidade, sua, de defender o “corpo técnico-administrativo” como suposta última alternativa possível de continuidade de “algo bom” nesse poço de areia movediça que parece tragar a tudo num ritmo de filme de terror.

Mas essa é uma “visão” injusta quando imposta, com seus argumentos dessa vez simplórios, a M.I.L.H.A.R.E.S de militantes que jamais entenderão o gesto como ele é sofismaticamente apresentado, e sim como o que ele realmente é: manutenção do grupo político em cargos, defesa do emprego dos amigos, a prejuízo de toda a democracia e todo o respeito que um dia tivemos junto à população dessa cidade. “Estratégico seria manter tais técnicos/administrativos para futuras disputas internas”, respeito que alguém talvez argumente assim, (apesar de eu pessoalmente jamais compactuar com esse tipo de estratégia, mas respeito quem acredita nisso) mas mesmo assim cabe a pergunta: você aceitaria entrar em mais uma disputa interna num futuro próximo que compensasse apoiarmos agora a Chapa Obscura de número 40 a fim de “fortalecer os caras” e eles “deixarem” algumas centenas de colegas nossos lotados na PBH? Honestamente: Você não tem ultimamente (últimos 9 anos) entrado em muitas disputas, Carlão… fica difícil achar que agora você resolveria “de súbito”, após desistir de sua reeleição com desculpa de mestrado que quem importa sabe que é só desculpa (você me confessou no jantar de aniversário do PT no Raja Grill em 2006 que DETESTAVA ser vereador e queria ser deputado), assuma pra si a tarefa de derrotar internamente os caras, que é onde eles sempre deveriam ter sido derrotados.

Não Carlão. Não compensa em termos políticos, nem partidários, ou ideológicos ou mesmo financeiros, deixar os caras dominarem TUDO, desde que mantenham nossos “chegados” nos cargoa.

Assuma pra você mesmo: os caras vão perder… (se Deus raramente faz justiça – eu acredito que faça –, e se entendemos um pouquinho de política e de eleição) e você com eles ao lançar essa carta idiota junto com o Arnaldo… melhor te seria torcer “calado”, porque esse e-mail não vai mesmo alterar nada ou quase nada no resultado final, mas ele estabelece uma marca… mais uma, aliás, nessa sua lista de (tão questionáveis, como vimos) decisões… decisões são pessoais, mas panfletá-las aos 4 ventos passa a ser uma ação política deliberada…

Se o nosso “corpo técnico e administrativo” soube suportar a perda crescente de democracia, a tecnocratização crescente da administração, o “fechamento literal” das portas da prefeitura, calado e impassível, como um corpo literalmente “técnico e administrativo”, se esse “corpo” se acomodou frente a tudo isso que acontecia NA CARA DELES E EM LETRAS GARRAFAIS , a demissão coletiva que vão justamente receber é uma conseqüência lógica da postura apática deles frente a tudo, prefeitura, partido, etc, porque toda disputa é ideológica e porque Não podem existir os apenas homens, os estranhos à cidade.*”.

Nesse último sentido, os Roberto-Carvalheanos, que segundo estimativa ouvida da própria boca do Roberto de Carvalho somam mil filiados lotados, demonstram a cada plenária ou encontro interno a sua condição indubitável de “cidadãos e partidários”, comparecendo em massa nas qüestionáveis assembléias partidárias dirigidas pelo SEU presidente Aloísio (eleito por você, não por mim), respeitavelmente conduzidos “com motorista” a estas Assembléias, como pôde bem constatar o seu assessor Júnior, na plenária da Leste, nossa regional, e se colocam assim esses Carvalheanos muito mais à vanguarda de nosso “corpo técnico-administrativo que é, por sua história, a garantia de execução dessas bem sucedidas políticas”, nas suas palavras.

Eles, aliás, como pudemos perceber, não foram a “garantia de execução” de nada… décadas na prefeitura, em alguns casos, e não nos garantiram nada…

Todos aprendemos coletivamente, e nada como uma derrota para ensinar certas lições. Saio derrotado de todo esse processo que assisto de perto há pouco mais de 2 anos, derrota essa que começou pra mim quando voltei a BH e assisti o Nilmário, em junho de 2006, depois de ter insistido numa “Consulta Popular” que o legitimasse como nosso candidato ao Governo do Estado, e após ter sido “eleito” nessa mesma consulta, se “esqueceu da legitimidade” e renunciou, num misto de espetáculo circense (palhaçada) e comédia provocativa, assistido por quase cem membros do Diretório, incluindo Prefeitos, Deputados e tais.

Mas afirmo a todos meus companheiros que saio vitorioso como nunca com a Vitória de Leonardo Quintão, que se Deus quiser se concretiza no próximo domingo.

Parafraseando a querida Ilca, sua assessora e membro da executiva municipal, “na democracia é fundamental a alternância entre os Partidos, a gente tem que entender que NEM SEMPRE a gente vai ganhar”.

Na ocasião, uma reunião no mês de fevereiro entre membros das 3 chapas do “lado de cá”, incluindo a chapa que tive a honra de representar e que colocou o Companheiro Diniz na executiva municipal, ela se referia à possível candidatura de Lacerda, como candidatura do PT, de maneira que aceitássemos o fato de este cidadão ser indicado como candidato do nosso Partido.

Pois repito e retruco a você o argumento: Na democracia é fundamental a alternância entre as forças, os partidos.

Que essa colheita de milhares de cabeças dentro da PBH produza nas mesmas cabeças cortadas a reflexão necessária, e a fundamental constatação de que “Não podem existir os apenas homens, os estranhos à cidade.*”.

Eleições sempre as haverá Carlão – mesmo na ditadura as havia. Sei que nossa diferença de idade talvez soe como componente injusta nessa afirmação (o que sinceramente não existe), mas nos meus 33 anos tenho hoje a tranqüilidade de afirmar que o que Leonardo Quintão vai fazer por nós é algo que nós mesmos jamais poderíamos fazer (pelo menos enquanto não dependeu de pessoas como eu e sim dependeu de Lideranças como você): extirpar a gangue da prefeitura de uma vez por todas.

Acredito com toda a ceteza que uma Vitória contra Leonardo Quintão daqui a quatro anos (se ela realmente se “fizer necessária”) será muito mais fácil do que derrotar o grupo mafioso responsável pelos “diversos expedientes que trouxeram grave comprometimento à democracia interna e à história do Partido dos Trabalhadores” e pelos “erros acumulados nesse processo”, conforme suas próprias palavras.

Algo (derrotar a máfia) que dirigentes da sua estatura têm sistematicamente se negado a fazer, ou pelo menos tentar, nos últimos (8 ou 9) anos.

Nada mais justo que cada qual arque proporcionalmente com as conseqüências de seus atos.

Por fim afirmo a você que uma agora difícil “vitória de Lacerda em 26 de outubro” com TODA CERTEZA NÃO PODERIA “trazer, também ao PT de BH, dias melhores e mais fraternos”.

As urnas, se Deus quiser, não permitirão que esse absurdo aconteça.

Mas te desafio a explicitar algum elemento histórico que comprove essa sua tese, pois sei que você não tem a menor condição de comprovar que a vitória desse Laranja do Governador poderia trazer ao PT de BH algo, por menor que seja, melhor do que está.

Um abraço fraterno, de quem te respeita acima de qualquer suspeita.

Não tome minhas palavras mais abusadas (como “idiota”) por mal. Não têm a intenção de lhe ofender. São muito mais a expressão da crítica mais sincera e profunda que acho que você merece, e que pelo que tenho percebido, anda lhe faltando no ambiente de assessores e militantes que te rodeia.

Boa eleição.

Assino: ILLYUSHIN ZAAK SARAIVA, 33, filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1995, ex-membro do Diretório Municipal do Partido (1997-1999), ex-Secretário Estadual de Juventude do Partido (1998-2000), diretor do Diretório Acadêmico do ICEx-UFMG por dois mandatos(1994-1996), diretor do Diretório Acadêmico da Escola de Engenharia-UFMG por dois mandatos(1996-1998), Diretor do DCE-UFMG(1995-1996), vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais(1999-2001, vice-presidente Conselho Estadual da Juventude de Minas Gerais (1999-2001).

illyzaak@yahoo.com.br




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