PT Indignado


MANIFESTO DO MOVIMENTO “COERÊNCIA PETISTA”
novembro 3, 2008, 3:22 pm
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As eleições municipais acabaram, mas a disputa sobre seu significado permanece. Fazer um balanço político dos resultados nacionais, estaduais e municipais é fundamental para a mobilização partidária. A retomada da organicidade do PT deve se dar pela política.

Lançamos o movimento “Coerência Petista” no plano estadual. Trata-se de uma iniciativa de militantes de diversas correntes ou independentes, que tem o objetivo de contribuir na qualificação do debate partidário em Minas Gerais na perspectiva, de resgatar o ideário socialista como norte para a definição de nossas táticas políticas e eleitorais e apresentando-se como alternativa para o PED.

Não queremos que ocorra em Minas e no Brasil, aquilo que se registrou em Belo Horizonte onde foi construída uma candidatura artificial, sem trajetória na vida política da cidade e sem nenhum histórico de diálogo com os movimentos sociais. E resultante, também, de um acordo de setores do PT com forças políticas que atuam diariamente para desestabilizar o governo Lula. Um equívoco político, resultado de métodos autoritários que chocam a trajetória do Partido dos Trabalhadores.

Apontamos desde já para a necessidade da militância rejeitar nas instâncias partidárias a aliança com o PSDB e o PPS (como se deu em BH já no 1º turno, acrescido do DEM no 2º turno), evitando acordos de cúpula e imposições posteriores ao Partido.

2010: APENAS UM PROJETO “PÓS-LULA” ou DEMOCRÁTICO E POPULAR COM LULA

Vivemos o tempo em que o neoliberalismo  recebe sua enésima certidão de óbito. A crise financeira internacional expõe a resultante do livre mercado, na época da feroz competição oligopólica.

Nascido na década de 1970, o ideário neoliberal se apresentou ao mundo com o “fim da história”, ou seja, como ápice do processo civilizatório. A religião do mercado, o declínio das fronteiras nacionais, a desidratação do estado (metáfora de Tancredo Neves em 1984), a desregulamentação da economia etc: esse era o “teto” da história humana. Venderam a preço de banana empresas e riquezas nacionais para consórcios privados hegemonizados por bancos e conglomerados econômicos diversos.

“Desidrataram” o estado e implementaram o tal choque de gestão. Lula herdou essa situação, numa correlação de forças desfavorável, e a enfrenta com os meios disponíveis, num quadro de refluxo dos movimentos sociais. Agora, o mundo caminha para viver o confronto entre a continuidade e a descontinuidade do projeto neoliberal. É isso que está em disputa em 2010 no Brasil.

Tanto que o governador Aécio Neves decretou que Lula “já cumpriu seu papel”. Logo, em 2011, tratar-se-ia de realizar as reformas que Lula não fez. A trabalhista, a previdenciária e a política; além de se concluir a reforma gerencial do estado, tendo como exemplo o “choque de gestão em Minas”. Ou seja, retirar direitos previdenciários e trabalhistas, além desidratar ainda mais o estado. Tudo organizado sob a tese da “convergência” ou da Aliança. Isto é, fora dos partidos, de seus programas, de sua ideologia e de seus projetos. Um pacto, como em suas palavras, “acima dos interesses partidários e a favor das pessoas”. Como se as “pessoas” não se dividissem em classes sociais, em etnias, em gêneros, em graus de escolaridade, enfim, como se fosse possível nivelar a diversidade humana em torno de um abstrato interesse político geral. O chamado projeto pós-Lula pode ser assim resumido: é um esforço de reciclagem do neoliberalismo.

Temos opinião diversa. Queremos apresentar uma candidatura do PT, aprofundando o projeto democrático e popular e unificando a base aliada do governo Lula.

Como seria possível “convergir” tucanos e petistas para um projeto comum em Minas e no Brasil?

Só abdicando de nossa coerência política e de nossa história.
Minas Gerais: na trilha do projeto democrático e popular

Minas Gerais demanda um projeto alternativo, democrático e popular. E de oposição ao governo Aécio Neves. Aqui não se respira liberdade. Em todos os poderes estaduais, suas cúpulas estão comprometidas com o projeto “Aécio Presidente”. Entidades empresariais, veículos de imprensa, a maioria dos partidos políticos, enfim, várias  esferas de representação e expressão social estão sob controle da máquina de propaganda pessoal do governador.

Na economia Minas cresce porque o Brasil cresce. Exemplo: nada de novo foi realizado em termos de agregação de valor às commodities aqui extraídas (minério) ou produzidas (grãos). Prevalece um projeto econômico estruturado sobre bases socioambientais insustentáveis.

É preciso concentrar esforços em um projeto alternativo, orientado para o fortalecimento das demandas históricas e imediatas do mundo do trabalho, na agricultura familiar, nos micro, pequenos e médios  empreendimentos, nas políticas sociais do governo Lula, que viabilize uma infra-estrutura ambientalmente sustentável. Isso caracteriza o projeto alternativo, de esquerda, para Minas.

Enfim, o PT construirá um projeto alternativo e de oposição ao de Aécio Neves, ou proporá apenas dar continuidade à gestão tucana? É preciso que as intenções sejam reveladas já!
Construir a unidade da base do governo Lula em Minas

O ponto de partida para a acumulação de forças do PT para o próximo período é resgatar nossos vínculos com  os movimentos sociais mais combativos. Outro passo é a determinação de investirmos na construção de uma unidade política e programática com os principais partidos da base do governo Lula: notadamente o PC do B e o PMDB. Aceitar o jogo divisionista do governador Aécio é um erro fatal.
PT: reconstruir a unidade partidária, com discussão e regras claras na disputa política

A reconstrução da unidade partidária deve ser um dos objetivos centrais a ser perseguido no próximo período. Para tanto, as direções devem agir de forma a criar os espaços de debates, hoje inexistentes na vida partidária.

Sobre a política de filiações, alertamos para o fato de que no passado esta era feita para aprofundar a  nossa capilaridade social, ou seja, tinha um direcionamento externo. Hoje, boa parte das filiações serve apenas à disputa interna. É isso que ocorreu com milhares de filiações em BH no período eleitoral. Isso divide, desagrega e dilacera o tecido partidário.

Ameaças, pressões, exonerações de cargos em governos só agravam as relações internas. Primeiro, porque não têm sequer o efeito de intimidar e geram legítimas reações. Segundo, revelam uma postura tradicional, patrimonialista e conservadora, no trato de divergências internas ao Partido.

A unidade partidária passa pelo respeito às deliberações nacionais, resultantes do III Congresso e das deliberações do DN. Passa pelo resgate do PT como dispositivo partidário do mundo do trabalho, que se contrapõe ao neoliberalismo tucano e privilegia as relações com os aliados históricos e com a base de sustentação do governo Lula.

Conclamamos a militância que se identificar com estas propostas a unirmos esforços no sentido de resgatar a melhor tradição petista  e enfrentar os desafios do pós-neoliberalismo, com um claro projeto democrático e popular.



Carta de Patrus à população de Belo Horizonte
outubro 23, 2008, 11:23 pm
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Carta à população de Belo Horizonte


Esclarecimento sobre debate da UFMG
outubro 23, 2008, 10:21 pm
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Video Censurado da Propaganda de Leonardo Quintão
outubro 23, 2008, 10:00 pm
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Manifesto por BH
outubro 23, 2008, 9:59 pm
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O manifesto abaixo está sendo assinado nos mais  diversos ambientes de BH. Pedimos aos nossos leitores para divulgá-lo recolhendo as assinaturas  a serem enviadas, até amanhã, 6ª. Feira   ao e-mail: massote@massote.pro.br até amanhã, 6ª. Feira, dia24.10.08.   Elas serão entregues ao Comitê de Leonardo Quintão. Não se deixe intimidar, vamos defender a democracia!
VOTAR EM LEONARDO QUINTÃO:

ISSO DÁ PARA FAZER

Nós, abaixo-assinados, vimos expressar nosso repúdio aos rumos da campanha eleitoral em BH. Nunca nossa cidade sofreu como agora a imposição de uma candidatura por meio de uma conjugação espúria de poderosos interesses políticos e econômicos que quer passar por cima de tudo e de todos. Sabemos que por detrás desse rolo compressor está em jogo a eleição presidencial  de 2010. Para a “Aliança” e seu candidato o que menos importa é o destino de Belo Horizonte.  Por isso o debate de idéias, programas e ações para a prefeitura foi substituído pela intimidação e por ameaças.
A administração pública estadual e municipal é abertamente manipulada em favor do candidato Márcio Lacerda, ameaçando servidores e a própria população. Na Internet, grandes empresas colocam suas forças abertamente a favor deste mesmo candidato, invadindo as caixas postais de quem quer que seja com materiais difamatórios a respeito de Leonardo Quintão. Meios de comunicação tradicionais, sob constante vigilância oficial, passaram a ser usados para divulgar inverdades, pesquisas manipuladas e análises compradas pelo Palácio da Liberdade.
A chamada “Aliança” utiliza-se também de interpelações judiciais contra analistas que não se deixam intimidar e que procuram divulgar fatos concretos sobre o candidato Márcio Lacerda, como sua notória ligação com o escândalo do mensalão.
Os principais patrocinadores de sua campanha – a velha e a nova oligarquia mineira, hoje centradas em torno de Aécio Neves – usam igualmente do poderio econômico e de todo tipo de recursos no sentido de tentar cooptar pessoas e fazê-las manifestar apoio ao  candidato oficial.
É contra esse clima de manipulação, intimidação e terror que estamos reagindo. Belo Horizonte não merece esta verdadeira guerra desencadeada por autoridades constituídas que deveriam se ater ao interesse público e garantir um pleito democrático e tranqüilo. E é por isso que nos unimos em torno da candidatura de Leonardo Quintão e pedimos que você se junte a nós. Queremos mais para nossa cidade!

Marcos Tito – ex-deputado federal

Luiz Marcos Gomes – jornalista, ex-vice-presidente da Une e ex-preso político

Fernando Massote, cientista político, ex-preso político e exilado

Cecilia Magalhães, militante do movimento feminista

Luiz Bernardes, jornalista, economista, servidor público e ex-preso político

Alexandre Silva Costa – Presidente do GRES Cidade Jardim

Yé Borges – músico compositor

Nádia Lebedev – estudante

Marli Picorelli – funcionária pública

Eduardo José Baldi – poeta

Carmen Dulce Vieira – profa. UFMG

Wagner Grillo – publicitário

Rosane Garro – secretária

Alexandre Vivacqua – filósofo

Lorenzo vivacqua – estudante Fac. de Direito UFMG

Fernanda Vieira Massote – advogada

Aloisi Massote – aposentado,

Marcelo Massote – repr. comercial

Tiago Miranda, secr. de Comunicação da Juventude Petista BH

Mauricio Libânio – sociólogo

Ailton Massote Carvalho, médico

Jonas Rodrigues Froes, líder sindical trabalhadores UFMG

Maria Inez Salgado, profa. universitária (ex-fae/Ufmg, doutorado educ. Pucminas)

Renata Ferreira Moreira, jornalista, empregada da BH-TRANS

Valdisnei Silva, sindicalista

Roberto Coelho, fiscal BH-Trans

Renata Lair Vianna Magalhães, funcionária da UFMG

Guilherme Fatima de Faria, servidor da UFMG, ex-presidente DCE Pucmg, ex-coordenador geral do Sindifes-BH, ex-Conselheiro da UFMG, ex-membro do Comité Central do PCB

José de Souza Castro, jornalista

Tania Dussin, profa. do Depto. de Geologia da UFMG



PETISTAS, PRESTENÇÃO
outubro 23, 2008, 9:55 pm
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Tem sido muito comum neste 2° turno recebermos textos preconceituosos, amedrontando, principalmente os petistas, sobre o perigo representado por uma vitória de Leonardo Quintão nas eleições. Lembra-nos muito a Regina Duarte, como porta-voz da elite brasileira, destilando todo o seu preconceito contra o operário Lula, que seria despreparado para a Presidência da República e que levaria o País ao caos. Naquela época, a esperança venceu o medo.

Hoje, qualquer semelhança com o passado, não é mera coincidência. Prestenção petista:

1-quando nos posicionamos contra a Aliança, não foi somente por seu caráter autoritário e personalistas, que alijou a militância petista e partidos aliados. Foi principalmente por seu conteúdo político, que retirava do PT o protagonismo e entregava toda a iniciativa política para os tucanos. Abriram mão de uma aliança no campo democrático e popular para aliarem-se com nosso principal adversário, tudo isso passando por cima das deliberações nacionais. Não é por acaso que nenhuma liderança nacional do PT esteve em BH para fazer campanha para Lacerda. O presidente Berzoini já declarou que espera passar o 2° turno para discutir a transgressão capitaneada por Pimentel e pelo Diretório Municipal do PT/BH. Também disse, juntamente com Tarso Genro, que com qualquer resultado o PT sai derrotado em BH. O reflexo já pode ser visto nas eleições proporcionais: além da queda de 9 para 6 vereadores, da bancada eleita, a maioria não tem história de militância partidária e porque não dizer sequer afinidade político-ideológica;

2-    a campanha da Aliança foi e continua sendo hegemonizada pelos tucanos. Todas as propostas apresentadas, especialmente as que demandam investimentos mais altos, tem a participação da iniciativa privada. A modernidade que tanto apregoam contra o “atraso” do populismo, nada mais é do que a velha e surrada cartilha neoliberal do Estado-mínimo. Enquanto a atividade é lucrativa o próprio mercado regula; quando desanda, saem correndo atrás do socorro do Estado, como ocorre hoje com os bancos pelo mundo afora. PPPs, choque de gestão e outras pérolas tão caras aos neoliberais, continuam dando a tônica da campanha lacerdista. O “atrasado” Quintão ao contrário, sempre reafirma a primazia de investimentos estatais;

3-    de um lado estão Lacerda, PT do Pimentel, PSDB, PPS e agora DEM; do outro, o PMDB, parte expressiva do PT, PCdoB, PDT. O movimento sindical enxergou o retrocesso que representa colocar um neoliberal na prefeitura, a censura aos meios de comunicação, a privatização do estado, a precarização dos serviços públicos, e por isso, se posicionou de forma clara contra esse projeto. Mais de 300 sindicalistas reunidos na última plenária da CUT aprovaram, por
unanimidade, a oposição a Márcio Lacerda em BH. Além dos sindicalistas, a
Aliança foi repudiada também no 1º Congresso da Juventude Petista de
Minas Gerais;

4-    tentam vincular a candidatura de Quintão com o “vilão” Newton Cardoso, mas o apoio dele em Contagem é bem vindo à candidatura petista de Marília Campos. Eles se preocupam tanto com o PT  que não temem atrapalhar a eleição petista na principal cidade em que disputamos o 2° turno em Minas. O projeto pessoal de Pimentel é mais importante que o Partido. Aliás, é bom ressaltar que o PMDB apóia o PT em Contagem e Juiz de Fora contra os candidatos tucanos, seus aliados em BH;

5-    vários programas implantados por Patrus e Célio vem sendo desmantelados ou deixando de ter um tratamento universal para ter um tratamento mais focalizado (outra contribuição do neoliberalismo). Quintão assumiu o compromisso com os 15 pontos programáticos apresentados por nós, dentre eles o aumento dos recursos do OP (incluindo a volta do OP Habitação, que acabou na gestão de Pimentel),  criação do Portal da Transparência, defesa do projeto democrático e popular e do Governo Lula (Lacerda poderá faze-lo desagradando seu tutor Aécio?), continuidade e fortalecimento dos programas sociais, dentre outros;

6-    atacam o Leonardo pelos erros do pai, como se política fosse problema de genética. Genética, em especial a ariana, parece ser a praia do Lacerda, que considera o criminoso como  um problema de genética (Hitler deve estar dando pulos de alegria no seu túmulo) e ameaça pisar no pescoço dos adversários. Falam das más companhias do Quintão e “esquecem” que na Aliança estão Duda Mendonça, Eduardo Guedes, Eduardo Azeredo, Aécio Neves, dentre outros notórios mensaleiros, entre eles vários petistas envolvidos no tucanoduto mineiro de 98;

7-    falam que a vitória do Quintão fortaleceria a candidatura de Hélio Costa para o Governo de Minas. Hélio Costa, já há muito tempo, vem sinalizando com um acordo com o PT para 2010, onde ele toparia ser vice do Patrus, candidato ao Senado e Patrus ao Governo, ou mesmo com um deles compondo a chapa nacional. Já a vitória de Lacerda fortaleceria a candidatura presidencial de Aécio e a consolidação do PT como um balcão de negócios.

8-    Em 94, vários petistas apoiaram o “moderno” Azeredo contra o “populista” Hélio Costa. Deu no que deu: Azeredo na oposição ao Governo Lula e Hélio como nosso aliado. Vamos repetir o mesmo erro? Prestenção, petista!

MOVIMENTO COERÊNCIA PETISTA



Márcio Intimida Prof. Massote
outubro 22, 2008, 11:17 pm
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Segundo seu site (www.massote.prof.br), o professor Fernando Massote está sendo processado e intimidado pelo candidato dito socialista Márcio Lacerda. Leia seu comunicado aos internautas:

Informo que estou respondendo a interpelação judicial interposta pelo Sr. Marcio Lacerda. O candidato a prefeitura de BH me intima a confirmar conteúdos publicados no meu blog www.massote.pro.br e me ameaça de processo por difamação, calúnia e injuria. Sendo assim, confirmo a autoria de todos os textos definitivos que foram postados e permaneceram no meu blog, da data em que foram publicados até hoje. Estes textos são muito conhecidos pela alta freqüência de visitantes à minha publicação eletrônica. A difusão do meu blog, como todos sabem, é uma conseqüência entre outros fatores, da grande crise da imprensa em Minas Gerais, causada também pela censura de que é vitima e que tem sido amplamente denunciada.


É justamente por esta alta freqüência que o Sr. Marcio Lacerda está alarmado e patrocina contra mim esta interpelação judicial. Respondo-lhe que nenhum tipo de ameaça conseguirá me intimidar. Faço isso com a maior serenidade e apoiado na  energia cívica que vem do berço paterno e materno, tendo desenvolvido, se ampliado e se consolidado nas lutas de que participei nos últimos decênios. Não tendo interesses pessoais a defender nas disputas públicas de que participo, estarei protegido pela pertinência de minhas reflexões, baseado em fatos de ampla circulação na imprensa falada, escrita, televisiva e eletrônica.
O meu blog foi concebido como um instrumento de participação e insubordinação democratica, em  contradição com o sombrio cenário político e cultural de Minas Gerais nos últimos anos. Em concordância com o fato  de  o  direito ao contraditório ser um dos princípios norteadores da vida democrática, estamos abertos para acolher quaisquer manifestações que se pautem pelo respeito aos direitos das pessoas, inclusive as do Sr. Márcio Lacerda.
Quero, aliás, cumprimentar o candidato à Prefeitura de BH pela contribuição que dá ao desenvolvimento cívico-político da nossa população com mais este ato de arrogância, truculência e ameaça à livre expressão do pensamento.

Fernando Massote.



Resposta aos apoiadores de Lacerda
outubro 22, 2008, 10:46 pm
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Os vereadores do PT Arnaldo Godoy e  Carlão, que até o primeiro turno indicavam não estar satisfeitos com a aliança maldita de BH, resolveram tomar posição. Lançaram carta de apoio ao canidato Pimentécio Márcio Lacerda (leia aqui a carta no blog do vereador Carlão). O militante petista Illyushin Zaak deu à Carlão reposta em carta aberta que explicita muito bem a posição daqules que resistem a Aliança. Parabéns Illyushin. Segue o documento completo

Carta aberta ao Vereador Carlão

Caro Carlão,

Crise, no dizer de Gramsci, é quando o velho morreu, e o novo não consegue nascer.

Esse “modelo” de prefeitura, como muitos comentários aqui no seu Blog e meia Belo Horizonte demonstram, já não apresenta mais quaisquer garantias, as mais tênues, de vinculação com a democracia que seria necessária pra gerir o nosso projeto como “nosso projeto”.

Não faz sentido apontar aos companheiros que o caminho é defendê-lo. Sua atitude apenas compromete ainda e, infelizmente um pouco mais, a sua credibilidade junto a um elogiavalmente fiel público, fora e dentro do PT em Belo Horizonte e até em Minas.

Já não há mais defesa possível, porque não existe nenhuma garantia de mudança no processo crescente de burocratização e de stalinização do poder dentro da PBH, e você sabe disso.

Manter essas “políticas” (seja lá o que isso signifique, porque não faz o menor sentido mantê-las condicionadas com a tratoração geral do Roberto, Neuzinha, Miguel, Virgílio e companhia) soa como mais uma garantia “tecnocrática” sua, sem diferença das promessas da direita, porque de que vale afinal votar nessa chapa “acreditando” nessa sua “promessa” ou “garantia” de que essas últimas coisas boas da prefeitura vão continuar, se nós (cidadãos e partidários) não teremos mais – como já tivemos há 10 ou 15 anos – todos os instrumentos democráticos pra criticar e interferir no processo?

Não concordo com essas suas palavras, como não concordo com a decisão coletiva de nossas lideranças – você, andré, etc, de terem entrado naquele Chapão junto com os “caras” em julho do ano passado pra eleger os delegados do 3o Congresso. Como não concordo com o apoio consciente de vocês pro Aloísio Marques no último PED. Mera covardia e assunção de impotência frente à competição sacana dos caras no campo interno – e não podemos culpá-los por agir da maneira como eles agem: temos que culpar a nós mesmos por termos nos esquecido da disputa interna, como se fôssemos “bons demais” pra enfrentá-la ou participar dela, velhas virgens inocentadas pela própria pureza.

Como jamais concordei com a sua postura naquela maldita noite no hotel financial em que você desistiu de ser candidato a vice do Dr. Célio “abrindo as pernas” pra esse Laranja corrupto.

Falo com legitimidade total, cristalina e irrepreensível, porque sempre fui um de seus maiores apoiadores, mais leal, mais sincero, e mais consciente. Esse apoio não tinha nada de subjetivo, nada de emocional. Não derivava da sua aparência física, ou trejeitos, ou sotaque, nenhuma subjetividade estúpida. Era devido somente à sua atuação e sua presença retas e magnânimas à frente da nossa corrente Articulação Unidade na Luta e como dirigente partidário, derivando dali a minha confiança – da sua atuação efetiva na prática – sendo eu na época um dirigente estudantil.

A diferença é que naquela época eu não concordava com a sua postura e também não a entendia. Era pra mim difícil, aos 25 anos, compreender porque não devíamos disputar com máfia crescente da PBH em nosso próprio chão. E a história mostrou que não disputar com os “caras” naquele começo do ano 2000 não lhe serviu de nada, não alterou o comportamento mafioso, stalinista, burocratizante, desse grupo que como um câncer frio, inteligente e eficientemente toma conta de tudo. Não serviu ao PT, não serviu aos filiados, não serviu ao povo de Belo horizonte.

O principal, hoje continua claro não só pra mim, é que uma disputa sua pela vaga, ainda que derrotada (seria com uma margem pequena, ao contrário da acachapante derrota simbólica pra presidente da câmara que esse “cara” te impôs) teria trazido toda uma nova dinâmica ao processo de interlocução desses últimos mandatos da PBH em relação ao Partido, posto que explicitaria a ausência total de “consenso” a respeito do projeto encabeçado por Roberto, Virgílio, Neuzinha e Pimentel, consenso esse que não existia na base – o partido estava divido meio a meio – e que de fato nunca jamais existiu, mas que devido à sua desistência, junto a outros fatos menores como a postura SEMPRE DÚBIA do Nilmário, “pareceu existir”.

Hoje entendo perfeitamente a necessidade, sua, de defender o “corpo técnico-administrativo” como suposta última alternativa possível de continuidade de “algo bom” nesse poço de areia movediça que parece tragar a tudo num ritmo de filme de terror.

Mas essa é uma “visão” injusta quando imposta, com seus argumentos dessa vez simplórios, a M.I.L.H.A.R.E.S de militantes que jamais entenderão o gesto como ele é sofismaticamente apresentado, e sim como o que ele realmente é: manutenção do grupo político em cargos, defesa do emprego dos amigos, a prejuízo de toda a democracia e todo o respeito que um dia tivemos junto à população dessa cidade. “Estratégico seria manter tais técnicos/administrativos para futuras disputas internas”, respeito que alguém talvez argumente assim, (apesar de eu pessoalmente jamais compactuar com esse tipo de estratégia, mas respeito quem acredita nisso) mas mesmo assim cabe a pergunta: você aceitaria entrar em mais uma disputa interna num futuro próximo que compensasse apoiarmos agora a Chapa Obscura de número 40 a fim de “fortalecer os caras” e eles “deixarem” algumas centenas de colegas nossos lotados na PBH? Honestamente: Você não tem ultimamente (últimos 9 anos) entrado em muitas disputas, Carlão… fica difícil achar que agora você resolveria “de súbito”, após desistir de sua reeleição com desculpa de mestrado que quem importa sabe que é só desculpa (você me confessou no jantar de aniversário do PT no Raja Grill em 2006 que DETESTAVA ser vereador e queria ser deputado), assuma pra si a tarefa de derrotar internamente os caras, que é onde eles sempre deveriam ter sido derrotados.

Não Carlão. Não compensa em termos políticos, nem partidários, ou ideológicos ou mesmo financeiros, deixar os caras dominarem TUDO, desde que mantenham nossos “chegados” nos cargoa.

Assuma pra você mesmo: os caras vão perder… (se Deus raramente faz justiça – eu acredito que faça –, e se entendemos um pouquinho de política e de eleição) e você com eles ao lançar essa carta idiota junto com o Arnaldo… melhor te seria torcer “calado”, porque esse e-mail não vai mesmo alterar nada ou quase nada no resultado final, mas ele estabelece uma marca… mais uma, aliás, nessa sua lista de (tão questionáveis, como vimos) decisões… decisões são pessoais, mas panfletá-las aos 4 ventos passa a ser uma ação política deliberada…

Se o nosso “corpo técnico e administrativo” soube suportar a perda crescente de democracia, a tecnocratização crescente da administração, o “fechamento literal” das portas da prefeitura, calado e impassível, como um corpo literalmente “técnico e administrativo”, se esse “corpo” se acomodou frente a tudo isso que acontecia NA CARA DELES E EM LETRAS GARRAFAIS , a demissão coletiva que vão justamente receber é uma conseqüência lógica da postura apática deles frente a tudo, prefeitura, partido, etc, porque toda disputa é ideológica e porque Não podem existir os apenas homens, os estranhos à cidade.*”.

Nesse último sentido, os Roberto-Carvalheanos, que segundo estimativa ouvida da própria boca do Roberto de Carvalho somam mil filiados lotados, demonstram a cada plenária ou encontro interno a sua condição indubitável de “cidadãos e partidários”, comparecendo em massa nas qüestionáveis assembléias partidárias dirigidas pelo SEU presidente Aloísio (eleito por você, não por mim), respeitavelmente conduzidos “com motorista” a estas Assembléias, como pôde bem constatar o seu assessor Júnior, na plenária da Leste, nossa regional, e se colocam assim esses Carvalheanos muito mais à vanguarda de nosso “corpo técnico-administrativo que é, por sua história, a garantia de execução dessas bem sucedidas políticas”, nas suas palavras.

Eles, aliás, como pudemos perceber, não foram a “garantia de execução” de nada… décadas na prefeitura, em alguns casos, e não nos garantiram nada…

Todos aprendemos coletivamente, e nada como uma derrota para ensinar certas lições. Saio derrotado de todo esse processo que assisto de perto há pouco mais de 2 anos, derrota essa que começou pra mim quando voltei a BH e assisti o Nilmário, em junho de 2006, depois de ter insistido numa “Consulta Popular” que o legitimasse como nosso candidato ao Governo do Estado, e após ter sido “eleito” nessa mesma consulta, se “esqueceu da legitimidade” e renunciou, num misto de espetáculo circense (palhaçada) e comédia provocativa, assistido por quase cem membros do Diretório, incluindo Prefeitos, Deputados e tais.

Mas afirmo a todos meus companheiros que saio vitorioso como nunca com a Vitória de Leonardo Quintão, que se Deus quiser se concretiza no próximo domingo.

Parafraseando a querida Ilca, sua assessora e membro da executiva municipal, “na democracia é fundamental a alternância entre os Partidos, a gente tem que entender que NEM SEMPRE a gente vai ganhar”.

Na ocasião, uma reunião no mês de fevereiro entre membros das 3 chapas do “lado de cá”, incluindo a chapa que tive a honra de representar e que colocou o Companheiro Diniz na executiva municipal, ela se referia à possível candidatura de Lacerda, como candidatura do PT, de maneira que aceitássemos o fato de este cidadão ser indicado como candidato do nosso Partido.

Pois repito e retruco a você o argumento: Na democracia é fundamental a alternância entre as forças, os partidos.

Que essa colheita de milhares de cabeças dentro da PBH produza nas mesmas cabeças cortadas a reflexão necessária, e a fundamental constatação de que “Não podem existir os apenas homens, os estranhos à cidade.*”.

Eleições sempre as haverá Carlão – mesmo na ditadura as havia. Sei que nossa diferença de idade talvez soe como componente injusta nessa afirmação (o que sinceramente não existe), mas nos meus 33 anos tenho hoje a tranqüilidade de afirmar que o que Leonardo Quintão vai fazer por nós é algo que nós mesmos jamais poderíamos fazer (pelo menos enquanto não dependeu de pessoas como eu e sim dependeu de Lideranças como você): extirpar a gangue da prefeitura de uma vez por todas.

Acredito com toda a ceteza que uma Vitória contra Leonardo Quintão daqui a quatro anos (se ela realmente se “fizer necessária”) será muito mais fácil do que derrotar o grupo mafioso responsável pelos “diversos expedientes que trouxeram grave comprometimento à democracia interna e à história do Partido dos Trabalhadores” e pelos “erros acumulados nesse processo”, conforme suas próprias palavras.

Algo (derrotar a máfia) que dirigentes da sua estatura têm sistematicamente se negado a fazer, ou pelo menos tentar, nos últimos (8 ou 9) anos.

Nada mais justo que cada qual arque proporcionalmente com as conseqüências de seus atos.

Por fim afirmo a você que uma agora difícil “vitória de Lacerda em 26 de outubro” com TODA CERTEZA NÃO PODERIA “trazer, também ao PT de BH, dias melhores e mais fraternos”.

As urnas, se Deus quiser, não permitirão que esse absurdo aconteça.

Mas te desafio a explicitar algum elemento histórico que comprove essa sua tese, pois sei que você não tem a menor condição de comprovar que a vitória desse Laranja do Governador poderia trazer ao PT de BH algo, por menor que seja, melhor do que está.

Um abraço fraterno, de quem te respeita acima de qualquer suspeita.

Não tome minhas palavras mais abusadas (como “idiota”) por mal. Não têm a intenção de lhe ofender. São muito mais a expressão da crítica mais sincera e profunda que acho que você merece, e que pelo que tenho percebido, anda lhe faltando no ambiente de assessores e militantes que te rodeia.

Boa eleição.

Assino: ILLYUSHIN ZAAK SARAIVA, 33, filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1995, ex-membro do Diretório Municipal do Partido (1997-1999), ex-Secretário Estadual de Juventude do Partido (1998-2000), diretor do Diretório Acadêmico do ICEx-UFMG por dois mandatos(1994-1996), diretor do Diretório Acadêmico da Escola de Engenharia-UFMG por dois mandatos(1996-1998), Diretor do DCE-UFMG(1995-1996), vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais(1999-2001, vice-presidente Conselho Estadual da Juventude de Minas Gerais (1999-2001).

illyzaak@yahoo.com.br



Denuncia de compra de apoio
outubro 21, 2008, 6:23 pm
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A campanha de Márcio Lacerda e Roberto Carvalho do PT incoerente compra o apoio de candidatos a vereador e atuais vereadores de Belo Horizonte sistematicamente. Srá que foi por isso que pediram ao TRE que aumentasse a quantidade de verba de camapanha (que já era incrivelmente alta)? Assista ao video com a denúncia feita em programa de rádio por vereador de Belo Horizonte ou ouça ela aqui na integra.



Campanha ofensiva e Desencontro de Informação
outubro 21, 2008, 6:06 pm
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Com a mudança da direção da campanha de Márcio Lacerda para os petitas incoerentes, o segundo turno em BH mudou o tom. E mudou pra pior, já que durante as duas últimas semanas o que se viu foram ataques de todos os lados ao candidatos Leonardo Quintão e o uso de cabos eleitorais para intimidar o candidato do PMDB.

O medo da derrota dos projetos pessoais que tomaram conta do PT de BH acabou por fazer a direção da campanha se tornar cada vez mais ofensiva. Márcio no primeiro turno chegou a dizer que os ataques que Jô Moraes fazia à sua candidatura eram coisa de quem esta desesperado com a derrota. Bem parece que sua frase lhe serve bem agora no segundo turno. Pimentel e Aécio devem estar inconformados com a a supreendente derrota no primeiro turno e fazem de tudo agora para ganhar, tendo em vista o fim de seus planos para o estado e o país. Pimentel ainda se vê em pior esrrascada: depois de leiloar o partido para o PSDB, vê a possibiliade de perder a confiança daqueles petitas que a depositaram nele e nesse leilão, com esperanças de vê-lo como governador. Há aindao termor de perda dos empregos na prefeitura que garantiram o sustento de boa parte destes petistas durante os últimos anos.

Exemplo da truculência da ação na campanha eleitoral de Márcio Lacerda foi o debate da Faculdade Promove no dia 13 de outubro.

No dia 14, Márcio passou a dizer que seu candidato estava recuado e que não tinha mai coragem de debater com os estudantes depois de ter faltado ao debate no centro universitário Uni-BH na noite do dia treze. A não presença de Quintão no debate foi veiculada de forma ostensiva pela campanha do “socialista” (veja aqui a notícia em seu site). Bem, esqueceram de dizer que haviam marcado outro debate na mesma hora, na faculdade Promove. E Márcio tinha confirmado presença nela. Seu cabo eleitoral e diretor de campanha Paulo Lamac (vereador do PT), estava lá e pediu que o debate, que já tinha a presença de Leonardo Quintão, esperasse pela presença de Lacerda. Nessa hora Márcio estava debantendo com os estudantes do UNI-BH. Depois de 50 minutos de espera Leonardo começou uma conversa com os estudantes da Faculdade Promove quando foi surpreendido por militantes do PT que invadiram o lugar do debate, fechado apenas aos estudantes, e ostilizaram e ameaçaram o candidato do PMDB e membros da diretoria da faculdade (leia qui nota da faculdade Promove e a notícia no site de Leonardo Quintão




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